EFEITO DE DOSES DE Azospirillum brasilense NO TRATAMENTO DE SEMENTES DE MILHO PIPOCA

Carlos Alberto Munhoz da Cunha Neto, Lauro Patrick Bittencourt Bueno, Tereza Cristina de Carvalho

Resumo


Azospirillum brasilense é um bioinsumo promissor na agricultura, no entanto, sua aplicação na cultura do milho-pipoca (Zea mays L. var. everta) ainda apresenta lacunas de conhecimento, especialmente quanto à dosagem ideal. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de distintas dosagens (0, 1, 2, 3 e 4 mL/kg de semente) do inoculante no tratamento de sementes da cultivar BRSeeds IAC 125, visando a germinação e o desenvolvimento inicial de plântulas. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições. Foram avaliados o teste de germinação (papel germitest) emergência de plântulas (bandeja com substrato de solo e areia), comprimento da parte aérea e de raiz e massa fresca. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão polinomial. Os resultados indicam que as doses do inoculante não influenciaram estatisticamente a porcentagem de germinação ou emergência. Contudo, o vigor das plântulas foi significativamente afetado, respondendo de forma quadrática às doses. No teste em bandeja, a dose de 2 mL/kg proporcionou o ponto de máximo desenvolvimento para comprimento e massa fresca. Conclui-se que a dose de 2 mL/kg de Azospirillum brasilense é a mais recomendada para maximizar o vigor no estabelecimento inicial da cultivar de milho-pipoca IAC 125.

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